Uma Lua Prateada

Normalmente não uso este espaço para promover o conteúdo da metade inglesa do blog,  mas hoje é um dia especial: acabei de publicar o meu primeiro livro em inglês, “A Silvery Moon,” uma aventura passada no mesmo mundo d’ “A Filha do Gelo.”

Podem descobrir mais aqui.

(Por enquanto apenas disponível em formato e-book; aguardo a prova da edição em papel para a semana.)

Vai, Pato

Não gosto de me fiar no Google. Acho que há qualquer coisa perniciosa em todas estas companhias que vivem de recolher a nossa informação pessoal, que analisam aquilo que pesquisamos para descobrir quais as formas mais eficientes de manipular o nosso comportamento enquanto consumidores.

Infelizmente, o Google mantém certos monopólios. O YouTube é incontornável. O Google Office é a única maneira decente de colaborar num documento online. O teclado para telemóvel está a anos-luz de qualquer outro para iOS ou Android.

Durante 3 meses, resisti usar o sistema de pesquisa do Google, optei pelo DuckDuckGo. Mas ainda não serve, há uma falha crucial para quem usa a internet para pesquisas sérias: a filtração dos resultados pelo último ano.

Os sistemas de pesquisa dão muita importância ao que é novo – demasiada, até. Regra geral, quando se faz uma pesquisa, se não colocarmos limite máximo de antiguidade para os resultados, vamos receber coisas desactualizadas. 

Mas se usamos filtros recentes – uma semana, ou um mês, como permite o DuckDuckGo – corremos o risco de receber uma data de lixo que foi construído só para ganhar cliques. Há uma industria de criação de conteúdo que tem que estar sempre a cuspir artigos cá para fora, sem ter em conta a qualidade dos mesmos. 

Quando se quer fazer pesquisa séria, o filtro ideal é de um ano – as coisas não são velhas o suficiente para estarem desatualizadas, e é um arco temporal suficiente para que consigamos encontrar artigos ponderados e não apenas o último lixo a ser exibido em praça pública.

Infelizmente, apenas os motores de busca que subsistem de publicidade apresentam esta opção. Portanto, estou de volta ao Google. Por enquanto.

Fotografia: Thomas Hawk Flickr via Compfight cc

Osmose

“O cliente tem sempre razão.”

No entanto, eu conheço companhias que tratam melhor os seus funcionários do que os seus clientes.

Sendo um cliente, se apelar meramente à intuição, isto chateia-me um bocado. Mas racionalmente:

  1. É mais fácil fazer isto à medida que a empresa aumenta em escala (assumindo que o modelo de negócio é lucrativo)
  2. O facto dos funcionários serem mais bem tratados do que os clientes não significa que os clientes não sejam bem tratados; de facto, a previsão mais lógica é que à medida que o índice de felicidade dos funcionários aumente, também os clientes tenham melhor serviço.
  3. Já se os funcionários estiverem infelizes, é mais difícil aumentar a qualidade do serviço para o cliente. 

Nem sempre o caminho directo é o mais sustentável.

Fotografia: Beegee49 Flickr via Compfight cc

Escritor. Marketer. Dentista. Gamer.