O Valor das Riquezas

Sempre que alguém me diz que o dinheiro não traz felicidade, sorrio e fico contente por essa pessoa nunca ter tido um parente próximo cuja vida dependesse de uma intervenção médica célere que custasse várias centenas de euros.

É claro que há um sem-número de pessoas ricas infelizes. Não digo que o dinheiro é uma panaceia. Apenas que abre portas. A pessoa com dinheiro tem mais opções, pode correr mais riscos, adquirir conhecimento de melhor qualidade mais rapidamente, e focar mais do seu tempo nas áreas de seu maior interesse.

A ciência comprova. Uma pesquisa com um grupo de controle bastante robusto descobriu que aquilo que venho pregando há anos é verdade: uma única injeção de capital numa família carenciada dá (muito) melhores resultados que cinco semanas de psicoterapia.

Felizmente continuamos a ter cientistas prontos a provar aquilo que é obvio para todos os não-cientistas. 🙂

Propósito e Diários

Quem és tu? O que queres da vida?

Gurus e filósofos insistem há milhares de anos acerca da importância de responder a estas perguntas. Antes do conceito de “propósito de vida” ser desgastado pela malta do desenvolvimento pessoal, era um elemento básico do pensamento filosófico. No entanto, a maioria dos exercícios propostos para o encontrar são, na melhor das hipóteses, limitados e, na pior, infantis e inúteis.

Manter um diário ajuda-nos a obter uma resposta melhor ao longo do tempo.

À medida que analisas as entradas do teu diário ao longo dos anos, quais padrões que encontras? Quais são as coisas às quais voltas, vez após vez, dia após dia, ano após ano? Essas entradas dizem mais acerca de quem tu és e o que realmente importa para ti do que qualquer coisa que possas imaginar aqui e agora, pois são um consenso, uma opinião democrática lançada pela soma dos teus “eus” passados.

Não tens anos de entradas de diário?

Podes começar hoje.

Nunca prometi respostas fáceis.

Foto por Emma Dau em Unsplash

O Objetivo

“Se um homem não sabe para que porto navega, nenhum vento lhe é favorável.” — Seneca

Ter objetivos não significa que os vamos alcançar, nem tampouco basta para motivar. O propósito do objectivo não é a motivação, nem o místico “atrair a atenção do universo.”

O seu propósito é gerar foco.

Ter um fim em mente é ver uma imagem panorâmica — como dizem os ingleses, “ver a floresta em vez das árvores” — sem abdicar da capacidade de fazer zoom quando e onde seja necessário.

Escritor. Marketer. Dentista. Gamer.