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O Trabalho

Hoje foi um daqueles dias em que me sentei para trabalhar no meu próximo livro e não tinha vontade de o fazer. Felizmente isso não acontece muito — se acontecesse, era sinal de que precisava de me dedicar a outra arte. Mas acontece.

Mas sentei-me, e escrevi. Provavelmente nunca usarei o que escrevi; não foi uma sessão de escrita produtiva. Mas o problema de não escrever um dia, é que se torna mais difícil escrever no próximo.

Em qualquer arte, a chave é trabalhar todos os dias.

O trabalho nem sempre é agradável; mas é sempre essencial.

Mais Vale Ter Compromisso do que Ferramentas

Apesar de ter um conjunto robusto de ferramentas para o meu oficio, estou sempre a cobiçar novas ferramentas. 

Só hoje, andei a “namorar” o seguinte:

  • Um iPad novo ( a funcionalidade de notas escritas, que meu iPad velho não tem, é muito sedutora)
  • Um novo programa de email
  • Um novo programa para colecionar materiais de pesquisa
  • Um programa para sublinhar e anotar PDFs no iPad

E hoje não foi um dia invulgar. A verdade é que para qualquer ofício característico, há uma industria inteira a criar ferramentas cada vez melhores e mais sedutoras. E qualquer uma dessas ferramentas me seria útil; não as quero só pelo factor novidade ou por vaidade. 

Mas o facto é que também não vão transformar o meu trabalho. O meu trabalho é este: o de escrever estas linhas. O de ler, e pensar naquilo que leio, e conciliar e converter esses conceitos em algo de valor para outros.

Todas as ferramentas do mundo podem diminuir o atrito de fazer esse trabalho, sim, mas são apenas acessórios. Podia fazer o trabalho com uma impressora, lapis e um processador de texto.

O compromisso de fazer o que faço todos os dias – pesquisar, ler, escrever – isso sim, é insubstituível.

As ferramentas são algo que serve para facilitar o teu trabalho; não deixes que elas (ou a falta delas) te afastem desse mesmo trabalho.

Um Dia de Cada Vez

Já lá vão mais de cem escritos desde Novembro do ano passado. Um por dia, foi o que me comprometi, e apenas duas vezes (ou terá sido uma só?) falhei.

Este espaço não é surdo aos vossos comentários. A pedido dos leitores (ou, verdade seja dita, da leitora, mas às vezes uma pessoa diz o que muitos estão a pensar; espero que seja esse o caso) agora há um arquivo, que podem usar para explorar o blog dia-a-dia.

Podem encontrá-lo já ali na barra de navegação à vossa esquerda, a pedir pelos vossos cliques.

(Sim, há dias em branco, mas meramente porque publiquei depois da meia-noite; o dia seguinte terá dois escritos.)

Obrigado pelas vossas visitas, pela vossa atenção.

Pintura: “O Panteão na Carruagem de Apolo” por Nicolas Bertin