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O Valor das Riquezas

Sempre que alguém me diz que o dinheiro não traz felicidade, sorrio e fico contente por essa pessoa nunca ter tido um parente próximo cuja vida dependesse de uma intervenção médica célere que custasse várias centenas de euros.

É claro que há um sem-número de pessoas ricas infelizes. Não digo que o dinheiro é uma panaceia. Apenas que abre portas. A pessoa com dinheiro tem mais opções, pode correr mais riscos, adquirir conhecimento de melhor qualidade mais rapidamente, e focar mais do seu tempo nas áreas de seu maior interesse.

A ciência comprova. Uma pesquisa com um grupo de controle bastante robusto descobriu que aquilo que venho pregando há anos é verdade: uma única injeção de capital numa família carenciada dá (muito) melhores resultados que cinco semanas de psicoterapia.

Felizmente continuamos a ter cientistas prontos a provar aquilo que é obvio para todos os não-cientistas. 🙂

Terapia Estrelar

Um lembrete que tenho no meu calendário electrónico: a cada 4º Domingo do mês, sair à rua depois de cair a noite, e olhar para as estrelas durante um quarto de hora.

A vida pode correr bem, ou pode correr mal; mas as estrelas estão sempre lá. Há muitas coisas bonitas e inspiradoras no mundo, mas poucas são tão acessíveis como o céu estrelado. 

E hoje… (Bem, tecnicamente, ontem. Porque me atrasei. Desculpem.) Vimos uma coisa nova: a primeira fotografia de um buraco negro.

Que mais haverá lá por cima? É interessante pensar nisso. Os nossos antepassados não sonhavam com as coisas que viríamos a saber acerca do universo.

Mas olhavam para as mesmas estrelas.

Separados por gerações, por eras, ou meramente por mares e montanhas; estamos todos sob o mesmo céu.

Ingenuidade, ou preguiça?

Nunca tivemos tanta informação à nossa disposição. 

De forma legítima ou ilegítima, temos acesso a noticias, testemunhos, estudos científicos, manuais técnicos e muitos outros tipos de informação que há década e meia atrás só eram acessíveis a classes profissionais específicas, ou a uma elite social.

Podemos ter a necessidade ocasional de consultar um especialista para decifrar um pedaço de informação especialmente nebulosa. Mas regra geral, temos dados suficientes para ponderar e formar uma opinião informada. Basta investir um pouco de tempo, fazer um pouco de esforço.

Porque que é que, então, cada vez mais pessoas parecem contentes em aceitar a primeira coisa que ouvem quando ligam a televisão, as primeiras palavras que lêem no Facebook do amigo com quem não falam há cinco anos?