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Os Dez Jogos de 2020 Que Deves Jogar — Sakuna: Of Rice and Ruin

O post de hoje é-vos trazido cortesia da www.ene3.net. Aqui fica um pequeno excerto:

Dá gosto ver um jogo assim em 2020. Os produtores de Sakuna decidiram que o jogo que tinha que oferecer uma experiência ao jogador, e concentraram-se nela com um mínimo de compromissos. Um livro pode descrever o processo, e um filme pode retratar o drama inerente à vida do agricultor, mas apenas um video jogo nos poderia fazer sentir, de uma forma condensada, a labuta do dia-a-dia do produtor de arroz.

OS DEZ JOGOS DE 2020 QUE DEVES JOGAR — SAKUNA: OF RICE AND RUIN

O Trabalho

Hoje foi um daqueles dias em que me sentei para trabalhar no meu próximo livro e não tinha vontade de o fazer. Felizmente isso não acontece muito — se acontecesse, era sinal de que precisava de me dedicar a outra arte. Mas acontece.

Mas sentei-me, e escrevi. Provavelmente nunca usarei o que escrevi; não foi uma sessão de escrita produtiva. Mas o problema de não escrever um dia, é que se torna mais difícil escrever no próximo.

Em qualquer arte, a chave é trabalhar todos os dias.

O trabalho nem sempre é agradável; mas é sempre essencial.

O Gigante Invisível

O momento político de hoje nos Estados Unidos é tão bizarro que dá a nós, europeus, motivo para troça. Isso acontece apenas porque os nossos mundos são separados por um oceano. É um erro. Eles estão muito mais próximos do que a maioria imagina.

Devemos tratar o momento atual com preocupação, não com gozo.

Se notei algo ao longo da minha vida, é que os EUA são o “paciente zero” de todas as modas e mazelas sócio-económicas. Tudo o que os afetou no passado, chegou ao velho continente em menos de meia dúzia de anos. Na era da disseminação super veloz da informação, certamente essa meia dúzia se encurtará.

O que nós vimos, foi um país profundamente dividido ao longo de uma linha ideológica, quase ao meio. O desempate foi forçado pela mão da besta, da estrutura semi-consciente formada pela tríade politica, mediática, e corporativa. É um animal semi-invisível, que gosta de trabalhar nos bastidores, com requintes maquiavélicos, mas que desta vez foi forçado a revelar-se mais do que nunca.

Não interessa se gostamos ou não do resultado. A diferença entre um ilusionista de renome e um charlatão é se conseguimos ou não ver os fios invisíveis.

Milhões viram-nos.