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Os Dados

Um pupilo perguntou-me uma vez porque eu me esforçava por fazer as coisas bem. Afinal de contas, uma das bases da filosofia estoica é que nada está realmente sobre o nosso controlo, para além da nossa mente. Da nossa força de vontade, e das decisões que tomamos.

Acreditar nisso não significa, no entanto, abdicar de responsabilidade. O que nos confere a responsabilidade pelos nossos atos é a nossa intenção, não o resultado.

A nós, cabe-nos lançar os dados. Como eles caem, isso cabe ao fado.

Lança-os bem.

O Caminho Para Serenidade

  1. Enfrentar os medos, em vez de fugir deles. Podemos fugir de um dragão bebé, mas os dragões, quando deixados sozinhos, crescem. Dos adultos, não dá para fugir.
  2. Aceitar. Aceitar que o mundo gira, e nós giramos com ele. Girar contra ele é soprar contra uma tempestade.
  3. Agradecer. Pelo que temos; em vez de sempre buscar, de ser a pessoa que agarra mais um pedaço de comida da travessa antes sequer de ter terminado de engolir.

Ação, aceitação, e gratidão.

Age, aceita, e sê grato.

Loucos e Profetas

Estamos a perder os céticos, e isso não é bom.

Estamos a fazer pagar um preço muito elevado aqueles que não aceitam a hegemonia de pensamento. Isso é errado. Nós precisamos deles. Porque mesmo que eles estejam errados nove em dez vezes, a décima é crucial.

Não temos que seguir maluquinhos, nem que aceitar demagogia de pessoas com fraca fibra ética e moral. Mas temos que deixar a praça pública aberta a todas as pessoas.

Só ouvindo e prestando atenção é que conseguimos separar os maluquinhos dos profetas.