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Três Coisas

Três coisas não podem ser recuperadas:

A flecha, uma vez disparada

A palavra dita com pressa

A oportunidade perdida.

— Idries Shah, “Caravan of Dreams”, citando Ali o Leão, Califa do Islão

Não faças ameaças que não estás pronto a cumprir. E pensa bem no que vais dizer, antes do o fazer; apenas os tolos pensam que quem demora a responder é lerdo.

Quanto às oportunidades, acho que nem é assim tão mau falhar algumas. Aparecem novas todos os dias.


A citação acima é uma tradução feita por mim, de uma passagem do livro “Caravan of Dreams” por Idries Shah, que traz ao ocidente alguns excertos de filosofia Arábica. Tanto quanto sei, não existe uma tradução oficial Portuguesa.

Como é habitual, não ganho nada se seguirem o link e comprarem o livro.

A Língua é um Membro Fantasma

Custou-me a decidir se havia de escrever em Português ou Inglês.

O inglês é a obvia lingua franca da internet, e é na internet que publico a maior parte do meu trabalho. Há maior competição por atenção, mas a audiência é muito maior.

Acabei por decidir que iria escrever em ambas as línguas. Sempre que possível, iria escrever a mesma coisa em ambas as línguas. Decidi assim porque escrever é o mesmo que pensar, e escrever as mesmas ideias em línguas diferentes força-me a pensar melhor, dá-me uma perspectiva diferente do mesmo objecto intelectual.

O video jogo “The Phantom Pain” foi o último jogo Metal Gear por Hideo Kojima, e embora não ache que tenha sido o melhor, foi o que mais impacto teve em mim. Foi este jogo que me expôs pela primeira vez à idea de que a língua modela a cultura e o pensamento à sua imagem. A língua Inglesa é mais do que um modo de expressão, é um veiculo de assimilação.

Reforcei ainda mais esta ideia ao ler traduções de autores da Europa do Leste, como Bulgakov e Dostoyevsky. As palavras estão em Português mas a maneira de expor o pensamento é quase alienígena, e digo isto no melhor sentido da palavra. Ponderar estas obras forçou-me a reorganizar a minha forma de pensar, a estrutura do meu pensamento.

Tenho muito respeito pela cultura Anglo-Saxônica, e portanto não me incomoda um bocadinho de assimilação. Mas o jogo de Kojima deixou-me a pensar que devia encarar a minha língua materna com a mesma seriedade com que encarava o Inglês. Não é tão prática ou lucrativa. Mas decidi concentrar-me nela como uma forma de preservar a minha cultura, e, mais importante ainda, afinar a minha forma de pensar.

Porque se toda a gente pensar na mesma língua, é muito menos provável que se produzam ideias interessantes.

Intelectuais

O auto-intitulado intelectual desdenha do respeito que homens mais humildes atribuem a certas coisas.
Mas para presenciar a mais pura exibição de estupidez, com fogos de artifício à mistura, basta pôr em causa as vacas sagradas do pensador.
Posto isto, o mais provável é que te seja demonstrado o significado da expressão “delirar como um lunático.”

Esta é uma tradução feita por mim, de uma passagem do livro “Caravan of Dreams” por Idries Shah, que traz ao ocidente alguns excertos de filosofia Arábica. Tanto quanto sei, não existe uma tradução oficial Portuguesa.

Como é habitual, não ganho nada se seguirem o link e comprarem o livro.