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Inversão de Papeis

Normalmente sou eu que faço as entrevistas, que pergunto às pessoas acerca de como as coisas funcionam nas suas companhias, projectos, e vidas.

Mas desta vez fui eu o entrevistado – no 200º episódio do podcast inglês “21st Century Work-Life” – acerca de como a companhia com que trabalho, a DistantJob, celebra em equipa através da internet.

(Visto que somos uma companhia 100% distribuída, isto é, todos trabalham a partir de casa.)

Encontrem-me no minuto 40:

Reversão

Adoro fazer entrevistas. Não é a minha arte de eleição – não é escrever – mas é muito divertido, conversar com pessoas inteligentes, que têm coisas únicas para ensinar.

Mas na minha última entrevista, perdi o controlo. De repente, começou o meu hóspede a fazer-me perguntas a mim. Não de forma conflituosa – apenas por curiosidade.

Tento que todas as minhas entrevistas sejam conversacionais, não apenas uma sequência de perguntas pré-determinadas. Mas isto foi diferente. Acho que revelou que o meu hóspede é uma pessoa com uma capacidade incomum para empatia.

O melhor é ouvir. Mas às vezes sabe bem encontrar alguém que quer, genuinamente, nos ouvir.

Sugestões da Semana (I)

Um breve apanhado do que tem tomado o meu tempo.

Livro: Tools of Titans (Tim Ferriss)

Um excelente apanhado do melhor conteúdo de um dos meus podcasts favoritos. Não é um manual para a vida, mas pode muito bem servir de almanaque.

Filme: Ghost in the Shell (2017)

Não é o melhor filme de ficção científica, mas nota-se que quem o fez tinha o filme de animação original (1995) no coração. Nem todos os filmes têm que ser um tour-de-force intelectual. Este consegue capturar o espírito da animação sem de desenrolar em palhaçada.

Podcast: Hardcore History – Blueprint for Armageddon

Já tinha falado dele há alguns dias, e estou cada vez mais impressionado. Com episódios de cerca de três horas cada um, é difícil encontrar espaço para outros!

Videojogo: Hearthstone

O lançamento de uma nova coleção de cartas combina-se com a aproximação dos feriados para cultivar a ambição de chegar ao topo do escalão. Já não se trata só de jogar o jogo, mas também de estudar as partidas dos melhores do mundo em busca de conhecimento. O facto do jogo ser em grande parte baseado na sorte exalta ainda mais a importância de se procurar jogar um jogo sem falhas nos momentos em que a sorte nos acompanha.

Música: Age of Rage (Shiryu)

Numa semana de muita confusão e entrevistas constantes, a cabeça não tem espaço para músicas com letra. O remix da lendária banda sonora de Streets of Rage pelo Shiryu assenta na perfeição: não é barulhento suficiente para incomodar a cabeça cançada, mas é mexido quanto baste para me manter desperto.