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Tradição de Viagem

Quando vou a algum sítio, procuro comprar um livro infantil sobre uma lenda local. 

Nem sempre se encontra, mas com um pouco de esforço, a maioria dos países revelará uma lenda desconhecida no resto do mundo, ilustrada para menores de idade.

Na maior parte dos casos, é uma história que não vem nos guias turísticos. E, sendo os livros para criança, é possível, com alguma dedicação e um dicionário de bolso, lê-la na lingua de origem.

Qual é a tua?

Os Segredos Que Estão À Vista de Todos

No último episódio de um dos meus podcasts favoritos, o “The Tim Ferriss Show,” o convidado fala – entre muitas outras coisas –  da sua infância como ilusionista. A passagem que mais me chamou a atenção:

(Estou a citar de memória; não são estas as palavras exactas.)

“Não quero explicar no ar como se fazem esses truques. É considerado má forma, na comunidade de ilusionistas. São segredos. É claro, são segredos, mas são públicos – estão todos nos livros! O que se passa é que ninguém lê livros.”

É verdade. Há muitas coisas que parecem (e são!) complicadas de fazer e que por isso afastam a maioria das pessoas, mas na realidade, quase tudo se consegue aprender com dois ou três bons livros. 

Deste fazer amigos a construir uma casa; desde investir na bolsa de valores, a pintar um quadro; desde reparar um automóvel a fazer um lago no quintal. E sim, fazer truques de magia daqueles que as pessoas pagam para ir ver numa noite de fim-de-semana.

É claro, o sucesso passa pela prática, pelo treino, pela tentativa e erro e pela capacidade de suportar o fracasso e tentar novamente. Mas o mapa, esse está nos livros.

É só ler.

Fotografia: Daniel Mennerich Flickr via Compfight cc

A Arte da Guerra (I)

”Embora tenhamos ouvido falar de pressa estúpida na guerra, a inteligência nunca foi vista associada a grandes demoras.”

Sun Tzu, “A Arte da Guerra”, Capitulo II: Condução da Guerra

Mais um exemplo de uma obra clássica que não oferece respostas fáceis, e no entanto, nos relembra de um princípio fundamental: em tudo, equilíbrio. 

Como diz o provérbio judaico: “Mede sete vezes; corta apenas uma.” A preparação e a precisão são a primeira fase de qualquer plano, e são essenciais para o sucesso. 

Mas o que Sun Tzu aponta é que, a determinado ponto, é preciso confiar que a preparação está na melhor condição que nos é possível, e partir para a acção. O plano perfeito não existe – até porque o encontro com o inimigo obriga sempre a mudanças. 

Perseguir a perfeição, então, é ficar a planear até que o inimigo nos tenha cercado, nos esteja a bater à porta.