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Resoluções de Ano Novo

Resoluções de ano novo são uma coisa muito clichê. E o mais comum é que fiquem por cumprir. Mas não é parvo fazê-las. É melhor ter um objectivo e falhar do que não ter nenhum. 

É claro, a tomá-las, mais vale tentar criar condições que nos dêem alguma hipótese de as cumprir. Nem sempre essas condições são obviais, e certamente não serão iguais para todos. 

Conheci uma rapariga que tomava as decisões de ano novo não no final do ano, mas no seu dia de anos. Para ela, era aí que o ano começava. Achei que era uma atitude deliciosamente egocêntrica, mas se funcionava para ela, quem sou eu para discutir?

Não quer dizer que seja o vosso caso, mas pode ser. Eu escrevi as minhas num bloco de notas há um par de dias, enquanto esperava por um amigo para tomar um café. Na altura nem pensei nelas como resoluções de ano novo, estava só a pensar em coisas que gostava de fazer/mudar. Mas depois lembrei-me que era Dezembro, e que o espaço de um ano é um período de tempo catita para medir objectivos, portanto, porque não?

Na realidade, é difícil ganhar prática em algo que só se faz uma vez por ano. Quem só escreve os objectivos uma vez por ano, é normal que não os alcance. Provavelmente nem tem uma boa noção do que é alcançável.

Portanto agora é uma boa altura para começar a praticar para o final do ano. E depois em Janeiro talvez seja uma boa altura para os rever! E assim por diante…

Um Mês de Blog

Há um mês e picos aceitei o desafio de escrever no blog todos os dias. Algumas conclusões:

  1. É lixado encontrar algo sobre o que escrever todos os dias. Se calhar para algumas pessoas é fácil. Para mim não. A minha vida não é assim tão interessante. 
  2. Ganhei verdadeiro apreço por páginas que permitam encontrar imagens bonitas com licença de utilização gratuita. www.pexels.com e http://compfight.com , obrigado!
  3. A idea de que um hábito se forma em 21 dias é uma treta. Alguns dias é um prazer escrever, mas noutros continua a ser um esforço.
  4. É extremamente gratificante ver que há malta a ler isto todos os dias. A todos vós, OBRIGADO!
  5. Isto não é nem mais nem menos agradável do que escrever para o trabalho ( www.distantjob.com/blog ) e do que escrever as minhas novelas de ficção fantástica. É um tipo de escrita diferente. Não é um escape. Mas é treino. Depois de um mês, sinto que sou ligeiramente melhor a articular o que me vai na alma.

Como dizia o He-Man: “É tudo, minha gente!”

Podcasts

Podcasts são uma excelente forma de aprender coisas durante a rotina diária, e normalmente também são leves suficiente para entreter. São uma excelente companhia para corridas, caminhadas, lavar louça, e muito mais.

Um amigo pediu-me para lhe fazer umas recomendações, e eu pensei: “Porque não meter no blogue?” Aqui estão:

Só oiço podcasts em inglês. Não por ter algo contra os Portugueses, simplesmente ainda não encontrei nenhum que me cativasse. Aceitam-se sugestões. Entretanto, se quiserem mesmo ouvir algo em Português, e tiverem curiosidade acerca de videojogos, sugiro-vos que explorem o catálogo de episódios antigos do ene3cast, um projecto de que me orgulho.

Big Questions with Cal Fussman – Este podcast é extremamente divertido. O Fussman é um entrevistador exímio, e consegue sempre fazer as perguntas certas para extrair o máximo de sumo possível dos convidados. As entrevistas que me impressionaram mais foram aquelas em que os convidados me pareciam ser aborrecidos ou ter ideias estúpidas. O Cal consegue sempre fazer-me reconsiderar o meu julgamento precipitado.

Waking Up with Sam Harris – Ouvir isto faz-me sentir mais inteligente. O Sam consegue encontrar consistentemente pessoas que sabem falar com rigor e de forma fundamentada acerca de problemas sociais, culturais, espirituais, politicos e económicos. Em termos de qualidade de informação, este programa é imbatível. Muitos episódios de 2017 são excessivamente focados no clima político Norte-Americano ( efeito do trauma do Trump) mas mesmo assim, há aqui muita vitamina cerebral.

Quintus Curtius – É um programa divertido, e de episódios curtos. O anfitrião é um tipo inteligente que traduz tratados filosóficos em Latim como hobby (!!!), e em cada podcast partilha um pouco de filosofia prática que pessoas normais podem aplicar no seu dia-a-dia. É um programa muito acessível; o Quintus nunca tenta ostentar a sua inteligência. Pelo contrário, adopta uma postura muito simples e conversational. Por vezes é um bocado excêntrico, por exemplo no final de alguns episódios mete-se a ler do Twitter coisas que acha piada, e a rir-se do que está a ler. Não posso dizer que aprecio o seu sentido de humor – metade das vezes, não percebo a piada – mas perdoo-lhe isso pois o resto do conteúdo é excelente.

The Tim Ferriss Show – O que há a dizer acerca daquele que é provavelmente o podcast mais ouvido do mundo? O Tim não é um entrevistador tão fantástico como o Fussman, mas compensa pela qualidade das pessoas que encontra para entrevistar. Sejam qual forem os teus interesses – negócios, marketing, filosofia, desporto, fotografia, espiritualismo, ferragem japonesa – ele teve um ou mais dos melhores do mundo a falar sobre isso. Este programa é uma arca de tesouro de conhecimentos, e a única dificuldade é encontrar os pedaços de informação aplicável no meio de conversas que podem durar até duas ou três horas. Faz-te acompanhar de um bloco de notas.

 

Fotografia: slatka60 Flickr via Compfight cc