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Educação a Mais

O mito moderno: que mais educação é a resposta para todos os problemas.

Sou fã de educação. Mas não concordo com o supracitado. A acção tem primazia sobre a educação. A educação é, com frequência, mais uma desculpa para adiar acção.

Se vais fazer algo, começar algo que nunca fizeste antes, é inteligente e muitas vezes necessário procurar educação. Fazer um curso, ou ler um livro. É importante ter as bases, o ponto de partida.

Mas a partir daí, é preciso fazer. A partir do arranque, a educação deve ser complementar à acção: deve-se procurá-la para resolver entraves no caminho, ou para prosseguir para um novo nível de mestria, quando atingido um planalto. Não se deve procurar educação só porque sim. 

A educação é uma ferramenta, não uma filosofia.

Coisas que, durante um processo, uma viagem, um projecto, são mais úteis do que ler mais um livro, ou fazer mais um curso:

  1. Encontrar um mentor ou um coach que consiga observar o teu processo e avaliar-lo objectivamente. Que consiga apontar zonas específicas onde melhorar.
  2. Fazer parte de uma comunidade com os mesmos objectivos. A troca de conhecimentos é uma forma de aprendizado, com certeza, mas é a motivação que advém da presença de camaradas, e a pressão inerente a querer acompanhar o grupo, que pode ajudar a superar muitos obstáculos.
  3. Fazer experiências. Considera gastar o tempo e dinheiro que gastarias em aprendizado, a experimentar algo novo, e ver como corre.

Aprender a ler, ver e ouvir, é bom.

Aprender a fazer, é melhor.

Fotografia: marcoverch Flickr via Compfight cc

Inversão de Papeis

Normalmente sou eu que faço as entrevistas, que pergunto às pessoas acerca de como as coisas funcionam nas suas companhias, projectos, e vidas.

Mas desta vez fui eu o entrevistado – no 200º episódio do podcast inglês “21st Century Work-Life” – acerca de como a companhia com que trabalho, a DistantJob, celebra em equipa através da internet.

(Visto que somos uma companhia 100% distribuída, isto é, todos trabalham a partir de casa.)

Encontrem-me no minuto 40:

Bom Que Chegue

“Não sou bom que chegue.” é uma ilusão.

A maioria das pessoas nunca pega um livro. A maioria das pessoas nunca tenta tirar um curso. A maioria das pessoas pára de aprender depois de sair da escola ou faculdade. A maioria das pessoas agarra no primeiro emprego que encontra, trabalha até que esse emprego deixe de existir, e repete essa dança para o resto da vida.

Se estás aqui, se estás a tentar ler, aprender, exercitar a mente…

Já és “bom oque chegue“, já fizeste mais que a maioria.

Já estás um passo à frente.