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A Arte da Guerra (I)

”Embora tenhamos ouvido falar de pressa estúpida na guerra, a inteligência nunca foi vista associada a grandes demoras.”

Sun Tzu, “A Arte da Guerra”, Capitulo II: Condução da Guerra

Mais um exemplo de uma obra clássica que não oferece respostas fáceis, e no entanto, nos relembra de um princípio fundamental: em tudo, equilíbrio. 

Como diz o provérbio judaico: “Mede sete vezes; corta apenas uma.” A preparação e a precisão são a primeira fase de qualquer plano, e são essenciais para o sucesso. 

Mas o que Sun Tzu aponta é que, a determinado ponto, é preciso confiar que a preparação está na melhor condição que nos é possível, e partir para a acção. O plano perfeito não existe – até porque o encontro com o inimigo obriga sempre a mudanças. 

Perseguir a perfeição, então, é ficar a planear até que o inimigo nos tenha cercado, nos esteja a bater à porta.

A Queda

Magoei uma pessoa. E não foi por maldade, mas também não foi por acidente. Foi por matemática, por optimização. Foi puramente racional.

Tenho um problema em confiar nas pessoas – assumo o pior – e isso leva-me a tentar manter em aberto Planos B no caso das pessoas me desapontarem. No caso de elas se revelarem não ser aquilo que parecem ser.

Mas quando alguém se dedica e deposita confiança em ti, descobrir que existe um Plano B – que a pessoa é, essencialmente, substituível – magoa.

Este blog existe para partilhar as coisas que vou descobrindo, na minha viagem para me tornar um homem melhor. Desta vez, estive aquém desse ideal. 

Mas não quero deixar de documentar o facto. Há demasiados relatos de sucesso na internet. Toda a gente caí, mas ninguém fala disso.

Eu estou a falar disso, porque quero o registo aqui – para me ajudar a lembrar que posso e devo ser melhor.

Pintura: Nebuchadnezzar por William Blake

Comida.

Comida pode ser combustível, ou pode ser uma experiência.

É importante saber qual delas procuramos. Porque precisamos de ambas as coisas, mas em medidas diferentes. E porque a comida deve ter características diferentes consoante a sua função.

Um problema comum: habituamo-nos a consumir comida como combustível; quando temos a oportunidade de consumir comida como uma experiência, seguimos o hábito, e acabamos por consumi-la como combustível. 

O resultado é que nos sentimos insatisfeitos; a comida desenhada para uma experiência foi consumida da forma errada. Sentimo-nos roubados da experiência, e então… Procuramos mais. 

Mas o problema não está na qualidade da comida, nem na quantidade. Está em nós, que a estamos a consumir de forma errada. Sem presença. Sem atenção.

Estamos a atestar o depósito quando devíamos estar na viagem.