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Gratidão

Parte da graça de escrever estas notas diárias é encontrar a imagem para acompanhar a publicação. 

Num mundo de posts de Facebook e Twitter e Instagram, de canais de notícias 24 horas, é fácil esquecer que com uma simples pesquisa online, podemos ver centenas de pinturas clássicas. 

Há 30 anos, estas obras só eram acessíveis a uma mão-cheia de conhecedores com os meios para viajar em redor do mundo e visitar as galerias (por vezes, privadas) que as alojavam. Um livro com réplicas de uma fração destas obras seria muito caro – caro demais para um apreciador casual.

Hoje, somos afogados pela enchente de nova informação, de novas obras, de novos produtos. É, afinal de contas, o novo que vende. É muito difícil ter lucro mantendo uma galeria de arte gratuita online com milhares de obras. Não dá tantos “gostos” manter uma página de Facebook dedicada à beleza da arte clássica

Mas ainda assim, essas duas coisas existem, e muitas mais como elas.

Uma vida mais preenchida de beleza está ao alcance de qualquer pessoa com uma ligação à internet.

Vale a pena dar graças por isso.

Pintura: Minerva e as Nove Musas, por Hendrick van Balen.

A Internet Selvagem

A internet costumava ser como o Oeste Selvagem – um mundo prenhe de possibilidades, mas sobretudo, de liberdade. 

O preço a pagar por essa liberdade era que, por vezes, aconteciam coisas más. Era mais fácil viver-se como um fora-da-lei nesse mundo; era mais fácil  ser um predar nos mais fracos, nos mais vulneráveis. E por isso, o oeste foi sendo domado.

Mas a semelhança acaba aí. As “autoridades” da internet – em muitos casos companhias privadas – não estão concentradas em tornar a internet num lugar mais seguro. Praticar o crime na internet continua a ser quase tão fácil como era há 10 anos.

O que é muito mais difícil é trocar ideias. Ou fazer comédia. Ou mesmo ser ofensivo e mal-educado (mas não violento) só porque nos apetece.

Sabemos que o rei é mau quando a primeira pessoa a ser executada é o bobo da corte.

O Primeiro Dia Do Ano

Haverão outros dias para deixar aqui textos na senda do que se tornou o estilo habitual – e quiçá, com algumas experiências à mistura.

Mas neste primeiro dia do ano, quero usar este espaço para vos agradecer, a vós que aqui vêm ler, ou que subscreveram a lista de email, ou que seguem no Facebook ou no Twitter.

Obrigado.