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A edição digital de “A Silvery Moon” é gratis até Maio

Para mim, estar trancado em casa não é nenhum sacrifício – é o meu modo de vida.

Mas sei que nem toda a gente partilha desse gosto, e para muitos, a quarentena é equivalente a tortura psicológica. 

Quero contribuir para aliviar esse fardo, e para vos dar mais uma razão para ficar em casa. E não há melhor razão para ficar em casa do que ter um bom livro para ler.

Assim, e até ao final do próximo mês, estou a oferecer cópias digitais do meu último livro (em inglês), “A Silvery Moon.” 

Sigam este link para aceder ao livro, em formato E-Pub (legível tanto em tablets e telemóveis Android como Apple).

Infelizmente a Amazon não me deixa tornar o livro grátis na loja deles, a menos que elimine a versão acima. Por isso, se preferem o formato para Kindle, o melhor que vos posso oferecer é uma promoção de 50%.

Por favor, partilhem.

Boas leituras. Mantenham-se dentro de casa. Mantenham-se seguros.

O Inimigo Invisível

A única forma de combater um inimigo invisível e silencioso é assumir que ele está em todo o lado.

Num mundo em que esse inimigo existe, os sábios passam por paranóicos, e os racionais e moderados vivem muito pouco.

O inimigo invisível não tem face; por isso, é difícil odiá-lo apaixonadamente.

É difícil encontrar a motivação para combater todos os dias uma coisa sem braços e pernas, sem garras e presas.

Estamos habituados a travar as nossas guerras com armas e punhos, com gritos e palavras. Mas nada disso vale face ao inimigo sem braços nem pernas, sem garras e presas.

Um inimigo destes combate-se por privação. 

Combate-se salgando os campos para ele não ter que comer. 

Combate-se queimando as florestas, para ele não poder respirar.

A comida que este inimigo consome, e o ar que ele respira, somos nós.

A forma de o combater? Através da disciplina.

As vitórias são diárias, mas não satisfazem. A prevenção, o dia sem perder a batalha, não dá sensação de conquista.

Acerca de ganhar, nós percebemos. Um jogo em que o objectivo é não perder, isso é menos familiar.

A disciplina é a de saber que este é um jogo em que a única forma de ganhar…

É aguentar até ao final do jogo, sem perder.

Pintura: “A intercessão do Beato Bernardo Tolomeo pelo fim da praga em Siena” por Giuseppe Maria Crespi

Um Movimento Importante

A razão pela qual abandonei a minha carreira médica foi para poder ajudar o maior número possível de empresas a adotar o teletrabalho.

Se alguém pode fazer todo o seu trabalho a partir de um computador, é criminoso fazer essa pessoa trabalhar num escritório.

Faz mal ao meio ambiente, faz mal à saúde física e mental, faz mal à família e, por fim, é mais caro para as empresas.

Precisamos de matar este meme de que as pessoas precisam estar sob supervisão (por norma pouco eficiente) num lugar físico para que sejam produtivas.

Os americanos chama-lhe “a corrida de ratos,” e é uma metáfora tão própria, tão exacta, que só nos faltam as caudas. Foi esta a vida com que sonhámos, para que estudámos? Uma vida em que passamos metade do nosso tempo a correr, e a outra metade a tentar desesperadamente recuperar energia, para recomeçar no dia a seguir?!

À data da escrita, espalha-se uma pandemia pelo nosso continente, mas mesmo antes disso, trabalhar num escritório (aberto ou fechado, com ou sem espaços de lazer, cozinhas, mesas de pingue-pongue, etc.) 8 horas por dia, 5 dias por semana também matava uma pessoa. A única diferença é que levava anos a matar, não dias.

Patrões e donos de empresas: parem de ser um facilitador desta maneira disfuncional de trabalhar. Façam com que o vosso pessoal trabalhem a partir de casa, sempre que possível.

Pintura: Cena em Porto Italiano, por Thomas Wijck