2020, o Ano do Velho

Já comentei várias vezes – habitualmente quando escrevo sobre videojogos – que a nossa cultura tem um fetiche pelo novo.

Acho cada vez mais que é um condicionamento cultural e capitalista – somos incentivados a falar e a ficar excitados pelas coisas novas, porque as coisas novas são, por norma, mais caras.

E atenção, eu sou um fã de capitalismo. Não gosto é de me sentir manipulado.

Este ano, decidi fazer uma experiência: nada de videojogos novos, nem de livros novos. 

Se comprar livros ou videojogos novos em 2020, serão alguns que foram publicados em anos anteriores. (Ou, no caso dos videojogos, de remakes de clássicos que já sei serem importantes para mim.

A minha teoria sempre foi de que a melhor arte é intemporal. Que o jogo ou livro com 5 anos, se é mesmo bom, será bom hoje também. Afinal de contas, para mim será novo.

Serei capaz de manter esta estratégia, fã de livros e videojogos que sou? Não sei. Vamos descobrir! 

Pintura: “O Banquete de Sífax” por Alessandro Allori