Nintendo

Jogar videojogos desenvolvidos pela Nintendo é mais do que “divertido”, é uma injecção de felicidade.

Nem sempre fui fã da Nintendo, mas depois da SEGA se afastar do negócio das consolas, descobri que os jogos Nintendo são divertidos de uma maneira que a maioria dos outros não é. (E de uma maneira que os da SEGA costumavam ser, e que hoje, só o são ocasionalmente).

A maioria dos jogos modernos são mais listas de tarefas glorificadas, em que alcançamos micro-objetivos gota-a-gota enquanto controlamos os protagonistas de maneira semi-automática. Jogar a maioria dos jogos modernos é como conduzir um carro automático, em contraste com a caixa de mudanças manual dos jogos clássicos.

(E eu adoro o meu carro automático, mas é porque acho que não há nenhum prazer inerente em meter mudanças. Conheço muitas pessoas que têm prazer em fazê-lo.)

Nos jogos da Nintendo, o mero acto de jogar é uma alegria. A interação entre a personagem  e o ambiente é colorida, agradável e cinética. Existem objetivos, sim, mas o prazer não depende deles – há prazer, há alegria, na jornada entre pontos, em vez de uma cuidadosa e constante dosagem de micro-tarefas ao longo de um caminho sem graça, sintetizada em laboratório para garantir a quantidade ideal de libertação de dopamina. 

Jogar um jogo Nintendo é ser uma criança outra vez; jogar a maioria dos outros jogos modernos é ser um rato de laboratório.

Claro, esta capacidade não é exclusiva da Nintendo, mas a Nintendo é a marca que a entrega de maneira mais consistente. Acho que a Bungie pode ser o outro exemplo, mas a Bungie é um estúdio de um jogo. Por alguma razão, os produtores japoneses tendem a alcançar esse nível com mais frequência do que os ocidentais. Mas ninguém, esteja a leste ou oeste, é tão consistente quanto a Nintendo.

Tenho tempo limitado para jogar, portanto escolho aqueles jogos que me fazem sentir genuinamente feliz como consequência do ato de jogar.

A alegria de progredir através de uma lista de objetivos, posso tê-la  noutras áreas da minha vida.