A Primeira Lei de Marketing

Hoje estava a andar pela baía da terra onde vivo e dei por mim a ponderar a viabilidade dela em caso de aumento dos mares, face ao aquecimento global. (Como é normal.)

Visto que a baía é rodeada por montanhas relativamente altas, parece-me que uma barragem no estreito que a liga ao mar resolveria o assunto com alguma eficiência. É claro que as montanhas não se estendem para sempre. O mar, eventualmente, seria capaz de as contornar. Mas provavelmente não ao ponto de as conseguir rodear.

A consequência – na minha imaginação – seria que a vila ficaria rodeada de pântanos. 

E foi aí que reparei como é que eu visualizo pântanos. Pântanos, para mim, são os lodaçais cinzentos pixelizados do velho jogo Ishar II, um dos primeiros RPGs que joguei.

Sim, já vi pântanos ao vivo. Já joguei dúzias de videojogos com pântanos mais realistas, mais bem realizados, e já li muitas descrições de pântanos em livros e vi ainda mais em filmes.

Mas foram os pântanos de Ishar II que ficaram para sempre associados à palavra, na minha mente.

Num produto, a qualidade é importante. A inovação, é importante. 

Mas ser o primeiro? É impagável.