Conversa de Navegadores

Uma vez um amigo gozou comigo por falar – quase sempre que nos encontramos – dos navegadores que utilizo . “Conversa de Browser,” chamou-lhe ele. Foi dito com humor e não levei a mal, mas todo o humor dá sempre algo em que pensar.

Eu vivo na Internet. A Internet é o meu local de trabalho e de lazer. É onde me educo acerca do que se passa no mundo, e é onde aprendo a fazer coisas novas, ou a fazer melhor as coisas que sei fazer.

Então, o veículo que uso para aceder à internet é uma das coisas mais importantes na minha vida. Importante, não fundamental. Não morria se tivesse que usar um navegador mau. Mas era muito menos produtivo.

É difícil arranjar um paralelo. Poderia dizer que o carro é um bom ponto de comparação, mas o navegador é um organismo vivo, em constante mudança e actualização. Para mais, experimentar outros e trocar é fácil. O automóvel não muda (excepto para pior) e normalmente, depois de escolhermos um, estamos encravados com ele durante vários anos.

O que quero de um navegador? Que seja rápido. Que facilite a leitura de texto na internet, e a escrita também. A visualização de vídeos também é importante. Que possa alternar entre computador e telemóvel (e vários computadores) sem perder o fluxo do trabalho. E, claro, que não tenha aqueles anúncios irritantes.

Actualmente estou a usar o Brave, um navegador que se foca na privacidade e velocidade; usa o esqueleto do Chrome do Google, mas sem todas as porcarias que o Google usa para recolher a nossa informação. É modular e dá para acrescentar coisas – da mesma forma que no Chrome – e a única coisa que não gosto muito é que só sincroniza os Favoritos entre dispositivos. 

Estava a usar o Opera, mas a funcionalidade de ter mensagens em janelas individuais não funciona no MacBook Air. Talvez volte a tentar.

O que usam vocês?