Acção e Intenção

Quando estava a preparar-me para entrevistar a Judy Rees (entrevista em inglês), deparei-me com uma bela (e útil!) citação acerca de reuniões:

”O que é que eu quero que aconteça nesta reunião, e como resultado desta reunião?”

Judy Rees

Parece um lugar-comum, mas a verdade é que somos animais de hábito, e muitas vezes organizamos reuniões só porque sim – ou porque não temos ideias sobre o que fazer, ou, pior ainda, por força de hábito.

Formalizar a intenção é um primeiro passo para que a reunião não seja um desperdício de tempo. É uma forma light de estabelecer objectivos. 

Mas eu acho que podemos ir mais além. Para além da reunião. Acho que a regra da Judy pode ser aplicada a todas as acções que tomamos no dia-a-dia. 

É uma forma de estabelecer presença. Vai obrigar-nos a afinar o nosso foco, e vamos deixar de fazer as coisas que temos para fazer em auto-piloto; vamos passar a fazê-las com clareza. E a qualidade das nossas acções só pode melhorar em virtude disso.

E muitas vezes, estabelecer um objectivo claro é o suficiente para nos inspirar uma solução. Nem sempre… 

Mas vezes suficientes que justifique criar este hábito: antes de qualquer acção, pensa na intenção, no que seria o resultado ideal.

Pergunta a ti próprio: “Como é que vou tomar esta acção em que vou empreender, e o que espero como resultado?”

Pintura: “Diana e suas Ninfas” por Domenichino