Vai, Pato

Não gosto de me fiar no Google. Acho que há qualquer coisa perniciosa em todas estas companhias que vivem de recolher a nossa informação pessoal, que analisam aquilo que pesquisamos para descobrir quais as formas mais eficientes de manipular o nosso comportamento enquanto consumidores.

Infelizmente, o Google mantém certos monopólios. O YouTube é incontornável. O Google Office é a única maneira decente de colaborar num documento online. O teclado para telemóvel está a anos-luz de qualquer outro para iOS ou Android.

Durante 3 meses, resisti usar o sistema de pesquisa do Google, optei pelo DuckDuckGo. Mas ainda não serve, há uma falha crucial para quem usa a internet para pesquisas sérias: a filtração dos resultados pelo último ano.

Os sistemas de pesquisa dão muita importância ao que é novo – demasiada, até. Regra geral, quando se faz uma pesquisa, se não colocarmos limite máximo de antiguidade para os resultados, vamos receber coisas desactualizadas. 

Mas se usamos filtros recentes – uma semana, ou um mês, como permite o DuckDuckGo – corremos o risco de receber uma data de lixo que foi construído só para ganhar cliques. Há uma industria de criação de conteúdo que tem que estar sempre a cuspir artigos cá para fora, sem ter em conta a qualidade dos mesmos. 

Quando se quer fazer pesquisa séria, o filtro ideal é de um ano – as coisas não são velhas o suficiente para estarem desatualizadas, e é um arco temporal suficiente para que consigamos encontrar artigos ponderados e não apenas o último lixo a ser exibido em praça pública.

Infelizmente, apenas os motores de busca que subsistem de publicidade apresentam esta opção. Portanto, estou de volta ao Google. Por enquanto.

Fotografia: Thomas Hawk Flickr via Compfight cc