A Máquina do Tempo II

Vamos assumir que ainda não temos uma máquina do tempo, não porque viajar no tempo não seja possível, mas porque não é possível em termos materiais.

Neste paradigma, o hipotético viajante temporal seria enviado para o passado ou futuro por uma máquina do tempo que ficaria ancorada ao “seu” presente. 

E, como já estabelecemos que uma máquina do tempo, a existir, seria usada infinitamente, podemos daí assumir que o próprio viajante não poderia estar presente na sua forma física. 

Afinal de contas, temos ocasionalmente um maluco que diz vir do passado ou do futuro; não temos centenas deles. E os poucos que temos revelam-se sempre bastante ignorantes em relação a factos históricos, e incapazes das previsões mais básicas. 

Portanto, se há viajantes temporais, serão mais como observadores; podem ver, mas não interagir. Ou se interagissem, seria de uma forma idêntica ao sobrenatural; para nós, pareceria um fenômeno inexplicável.

Mas voltamos ao problema da reutilização infinita; mesmo que uma máquina do tempo seja considerada um instrumento perigoso e difícil de produzir, basta ver em quão pouco tempo conseguimos ir de duas bombas atómicas na posse de um único país, para milhares delas espalhadas pelo mundo todo.

A tecnologia multiplica-se exponencialmente. Se fosse possível enviar malta para o passado, e se a manifestação disso fosse aquilo a que chamamos o “sobrenatural”… Todas as casas seriam assombradas.

Fotografia: salvobrick Flickr via Compfight cc

A Máquina Do Tempo I

Não é possível construir uma máquina do tempo.

Se fosse, já a teríamos. 

A partir do momento em que uma máquina do tempo existir, vai ser utilizada vezes infinitas. Se algo é utilizado vezes infinitas, mais tarde ou mais cedo, por intenção ou acidente, já teria vindo parar às “nossas” mãos. Ou dos nossos antepassados. 

A outra possibilidade é: a partir do momento em que alguém voltar atrás no tempo, cria um novo universo. O que significa que, para os propósitos práticos de comuns mortais como nos, que habitam exclusivamente este universo… Não existe nem nunca existirá uma máquina do tempo.

A terceira possibilidade é que a máquina do tempo, e quem a utiliza, não havia a mesma realidade que nós, não é perceptível de alguma forma.

Mais acerca disso num próximo escrito…