E-Learning I

Ontem fui convidado a inscrever-me num curso elaborado por um dos meus gurus de marketing favoritos. 

Fiquei chocado com a página de oferta.

Em termos de marketing, o trabalho é fantástico. Tem tudo o que é preciso: prova social, um design profissional, muito apelo à emoção, estabelecimento das credenciais dos instrutores, uma secção de perguntas e respostas onde se eliminam os medos dos potenciais compradores.

A única coisa que falta? O currículo, o programa, a folha de conteúdos.

Algo está muito errado quando mostrar quem dá o curso é mais importante do saber em detalhe o que se vai aprender nele.

Vale a pena usar um bom nome – especialmente quando ele foi conquistado de forma meritória – mas usá-lo quase exclusivamente como argumento de venda? 

Há aí uma falha de humildade.

Fotografia: mikemacmarketing Flickr via Compfight cc

Sem Luz

Hoje faltou a luz logo à hora de jantar. Foi um bocado enervante ao início – especialmente quando tentava tratar de tudo com uma gata a pedir comida. Para a Peach, a ausência de electricidade não justifica uma refeição tardia.

Mas depois cheguei àquele estado a que costumo chegar sempre que falta a luz, em que a enervação do inesperado se dissipa, e chega o bálsamo da possibilidade – a possibilidade de um jantar relaxante à luz das velas, de ler um livro, de jogar um jogo numa portátil (viva a qualidade das baterias das consolas Nintendo, que se mantêm carregadas durante meses sem uso).

Fiquei grato por voltar a ter luz, claro – afinal de contas, há artigos para escrever, e não tem piada o congelador descongelar.

Mas uma interrupção temporária não tem que se tornar numa crise.

Pode até ser uma oportunidade para relaxar.

Pintura: “A Vigília di San Pietro” por Canaletto.