Ser Alguém Que Faz As Coisas Até Ao Fim

A vida é curta demais para se fazer coisas que não se gosta. Isto é um facto, e é motivo para fazer uma mudança de carreira, de relação, e de outras situações contínuas na nossa vida.

Mas há valor em acabar aquilo que tem um final visível. Um projecto, um livro, um videojogo. Deixar coisas a meio é mau para a alma, cria o vício de pular de coisas em coisa, de experimentar e nunca dominar.

Quando levamos algo até ao fim, mesmo algo que já não estamos a fazer com o entusiasmo inicial – e talvez sobretudo neste caso – fortificamos uma narrativa interna acerca de nós próprios, uma narrativa que diz “eu sou uma pessoa que leva as coisas até ao fim.”

É mais util ser essa pessoa, ou ser a pessoa que pula para a próxima coisa ao mínimo sinal de resistência, de aborrecimento?

Pintura: “Preguiça e Trabalho” por Michele Cammarano