Melhor Com Amigos

Há coisas que são enfadonhas – ou até mesmo de fraca qualidade – a solo, mas que ganham brilho acrescentando amigos. A qualidade é situacional, contextual.

Quando tinha um programa sobre videojogos, debatia-me com o meu co-anfitrião Daniel Costa em relação ao jogo Mario Kart para Switch.

Para mim, o jogo representa o pior exemplo daquilo que um jogo de corridas deve ser. As pistas estão cheias de confusão visual, não é claro o efeito das características das várias peças na performance dos carros, e – o pior pecado dentro do género – às vezes é difícil perceber se o carro está a acelerar ou não. Como jogo de corridas, é uma nódoa.

Mas mesmo assim, é o meu jogo mais jogado na Switch. E porquê? Porque é o jogo que vai para a consola sempre que há visitas. Porque quando estamos a jogar com uns amigos, não interessa tanto se o jogo é bem elaborado – interessa que seja visualmente estimulante, e que dê para nos arreliarmos uns aos outros. 

O mais recente Mario Kart é um péssimo jogo de corridas, mas um excelente jogo para festas.

O contexto é mais importante que a qualidade.