Qual o valor de um momento?

O que é útil é um conceito subjectivo. É possível justificar quase tudo como útil, de alguma forma. 

Há acções que são úteis porque criam valor. Para nós, ou para outros. São que resultam numa obra tangível.

Há acções que não resultam em nada tangível. Li sobre um homem que todos os dias, saía de casa, dava um passeio, e fazia questão de fotografar uma flor. Uma flor diferente todos os dias. A idea é que essa era uma forma de se lembrar de apreciar as pequenas cosias.

Mas e se esse homem, em vez de tirar a foto, só a cheirasse? Onde é que está o valor da experiência? Está na originação de uma fotografia? Na apresentação de trabalho?

O acto de cheirar uma flor não bastará? Não terá um valor intrínseco, ainda que momentâneo?  

Quem disse que o valor só é valor quando não é perecível?

Fotografia: mclcbooks Flickr via Compfight cc