Dose Mínima Eficaz

Se uma empresa está em maus lençóis, os funcionários também estão. Com ou sem indenização, é preferível estar empregado do que estar à procura. Então, se as contas estão no vermelho, o mais importante é que elas saiam do vermelho. Em prol disso, podem ser justificados sacrifícios. Nos tempos difíceis, os melhores líderes dividem essa carga entre a administração e os funcionários.

Mas o que distingue mesmo a boa liderança da má liderança é o que acontece depois. É o que acontece quando não só a companhia está no preto, mas lhe sobra mais para investir.

As boas empresas investem em infrastructura, sim – marketing, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento – mas também nas pessoas. 

As boas empresas entendem que quando uma pessoa não está a contar os tostões no final do mês para decidir se pode ou não levar os filhos ao cinema, essa pessoa é mais produtiva. As boas empresas entendem que é irrelevante investir em marketing se os funcionários estão a trabalhar em computadores da idade da pedra, ou investir em computadores novos se os funcionários não têm a devida formação.

As más empresas fazem uma matemática diferente. As más empresas pensam: “Quanto menos eu gastar nesta pessoa, mais posso gastar em infrastructura.  Então, qual é o mínimo que eu posso gastar nesta pessoa para a manter produtiva?”

Isso tem um nome em medicina. A “Dose Mínima Eficaz” – o mínimo de medicamento que se pode dar a um paciente para que o seu organismo consiga combater a doença. Na medicina isto é justificado porque os medicamentos têm quase sempre efeitos secundários indesejados. Já o investimento em pessoas, não tem.

Tratas os teus funcionários como um pilar da tua empresa, ou como uma doença?