Matemática

Estive a ver um documentário sobre os serviços secretos de Israel. Fiquei impressionado como os sucessivos chefes da organização, todos a favor da paz e do diálogo até mesmo com os mais inflexíveis inimigos, se tornam imediatamente calculistas quando estão vidas em jogo.

O líder de uma célula terrorista está num prédio com a sua família. Está um míssil a postos para destruir o edifício. Mas há vizinhança. É um bairro habitado. Há o risco de pessoas inocentes perderem a vida.

“Quantas?” É a pergunta que fazem estes homens. O que estão eles a tentar determinar? Se serão essas vítimas inocentes mais ou menos do que o número de inocentes que futuros atentados terroristas poderão matar. 

É um dado adquirido que morrerão inocentes – pais e mães, filhos e filhas, irmãos e irmãs. A questão é: morrerão mais se o gatilho for apertado, ou se não for?

É matemática.